29 de set de 2010

Sondei meu coração

Sondei meu coração
Tentando reanimá-lo
Sabendo de antemão
Não iria consertá-lo.
Às vezes sou navio desfeito
Por um mar sem piedade
Mas, o que está feito, está feito!
O resto, faz-se agora de saudade.
A vida não tem sentido
Me leva a pouco e pouco
Trago o significado perdido
O tempo passa por mim como louco.
Meus ombros andam abatidos
No tempo sou já sobejo
Meus olhos p'lo tempo vencidos
Para tras sonho e desejo.
Os pensamentos vazios
Poemas que são nostalgia
Esperanças atadas com fios
Brinca comigo a vida com ironia.
Este tempo corre por mim
E eu chama trémula de vela
Já me leva a mágoa sem fim
Ou sou eu companheira dela?